Como posso estar sozinha e bem?

5 Dicas para melhorar a sua vida!

Parece pouco provável que estar sozinha afectivamente traga bem-estar e prazer em viver. Há muitas pessoas que vivem só por uma contingência da vida ou por escolha e estão felizes!

Entretanto, é comum eu ouvir na clínica e não só: “estou velha para realizar os meus sonhos de casar e ter filhos. Todos os meus amigos já estão com alguém e a maior parte deles já tem filhos! Sinto-me deslocada neste universo que não é a minha realidade”.

Ou também ouço que estar sozinha é angustiante e insuportável! Que é difícil aguentar viver com a solidão e não ter com quem partilhar a vida!

Algumas pessoas sentem saudades da família que outrora tiveram, do companheiro (marido ou não) que já não está presente por um divórcio, afastamento temporário ou mesmo por falecimento.

Outras tiveram uma experiência tão traumática que não conseguem vislumbrar um novo relacionamento.

Eu também oiço que já perderam a esperança de encontrar alguém e que a sua “cara-metade” não existe. Em muitos destes casos, parece que o sentimento de desistência de ter alguém já é muito forte.

Estar sozinho ou viver sozinho é um grande desafio para a maioria das pessoas. Elas acreditam que a tristeza e o desânimo serão companheiros constantes. E muitos desistem de viver a vida que também é composta dos familiares, amigos, trabalho, passatempos e uma série de interesses e actividades que podem ser (re) descobertas em algum momento da vida.

Habitualmente paramos para pensar que temos algum problema: o que há de errado comigo? Porque não sou capaz de ter alguém importante na minha vida? Ou de manter alguém na minha vida?

O problema pode ser seu, mas nem sempre o é.  Encontrar um parceiro compatível depende de uma série de variáveis (amor, atração, interesses…) e por mais disponibilidade que tenhamos, nem sempre é possível encontrar a pessoa certa.

O que fazer? Ficar infeliz? Isolar-se? Autovitimizar-se?  Deixar de cuidar-se fisicamente ou deixar-se levar pela depressão?

Temos controlo sobre muitos aspectos da nossa vida e podemos fazer escolhas. Mas há um mundo de incertezas e as relações afectivas estão incluídas neste universo.  Relacionar-se afectivamente é um grande desafio e exige o desenvolvimento de competências que nem sempre temos! Podemos desenvolvê-las não só para viver com alguém, mas para nos sentir bem conosco próprio e com o mundo.

Pois bem! Não temos uma varinha mágica para encontrar um parceiro, mas temos algumas dicas pra si para aprender a lidar com a falta de um parceiro. Até para você ter oportunidade de efetivamente encontrá-lo.

Estas dicas vão lhe ajudar a lidar com a solidão e lhe dar bem-estar.

  • Valorize a sua trajectória, todas as experiências que teve até hoje, boas ou más! Elas são únicas e contribuíram para o seu aprendizado.
  • Valorize as suas competências, aquilo em que você é boa, que lhe acrescenta valor. Pode ser a sua comunicação, a sua sensibilidade, a sua capacidade de ouvir…
  • Valorize a sua imagem. Aqui não importa ser feia ou bonita porque a beleza é subjectiva, está nos olhos de quem a vê. As pessoas tem diferentes percepções e por isso o que é bonito pra um, não é para o outro.
  • Valorize as suas limitações: ninguém é perfeito! Conhecendo as suas fragilidades é mais fácil lidar com elas e facilitar as suas relações.
  • Valorize os seus momentos de solidão pois estes momentos representam a oportunidade de rever a sua gestão de projeção do futuro e de avaliar a qualidade dos vínculos que construiu até agora.
  • Valorize a sua capacidade de estar sozinha e bem, pois estas experiências consigo mesma só vai lhe ajudar a encontrar e a partilhar a vida com uma boa companhia.

Publicado por Clara Cruz, psicoterapeuta, formadora certificada, ministra workshops, trabalha em gabinete clínico e escreve sobre a Saúde Mental

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